quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CARVÃO MINERAL

 
  • Introdução

    A maior parte de toda a energia usada no planeta deriva dos combutíveis fósseis, que são petróleo, gás natural e o carvão mineral. Consequentemente as reservas mundiais destes combustíveis serão inevitavelmente esgotadas. No caso do carvão, há a previsão de que se esgote no ano de 2250.
   Dentre os combustíveis fósseis existentes na natureza, o carvão mineral é o mais abundante, sendo que cerca de 50 países exploram minas de carvão. Sua exploração inicial foi a grande precursora da Revolução Industrial no século XIX. Já nos dias atuais, é responsável por cerca de 40% da energia elétrica gerada no mundo. Além disso, o uso do carvão é necessário para a produção de ferro e aço nas indústrias siderúrgicas. Porém, a partir da década de 1960 o petróleo passou a ser o principal recurso energético mundial.

  • Origem do Carvão
 
     O carvão surgiu há aproximadamente 300 milhôes de anos, no período Carbonífero. Neste período os continentes apresentavam regiões pantanosas com muitas florestas nas quais troncos, galhos e todo o tipo de restos de vegetais caiam nas águas estagnadas, amontoando-se no fundo.

    Conforme amontoavam-se sob a cobertura fornecida pelas águas ficava cada vez mais díficil o contato da matéria orgânica com o oxigênio. Assim, bactérias anaeróbicas transformavam os restos vegetais em uma massa gelatinosa e amorfa, chamada turfa, que é o primeiro estágio de formação do carvão e é um material com reduzido poder calorífico porque tem baixo conteúdo de carbono (55% a 65%).
    Divergentes condições do terreno permitiram que os restos vegetais fossem compactados, soterrados e atacados pelas bactérias anaeróbicas por um longo período de tempo, o que levou a uma série de reações que eliminou o oxigênio, o nitrogênio e outros elementos existentens no vegetais, retendo o carbono. O resultado é um material cada vez mais rico em carbono que, dependendo da porcentagem, recebe os nomes de linhito, hulha (carvão betuminoso), antracito e grafita, que pode apresentar até 100% de carbono. Quanto a aparência, esta também sofre alteração: linhito varia do marrom ao preto e apresenta restos de vegetai; a hulha é negro-acinzentada; o antracito, preto brilhante, com consistência de rocha; a grafita, preto-acinzentada brilhante.
 
     Pode-se dizer que quanto mais antigos forem os depósitos de carvão na natureza, mais ricos em carbono e de melhor qualidade eles serão. Isso porque o enrriquecimento do carbono depende do tempo e das condições (fossilização por carbonização).
  • Carvão: fonte de substâncias aromáticas
     Os hidrocarbonetos aromáticos simples são provenientes de duas fontes principais: carvão e petróleo. O carvão é uma mistura complexa composta principalmente de grandes arranjos de anéis benzênicos ligados uns aos outros. A degradação térmica do carvão ocorre quando aquecido a 1000 ºC na presença de ar, levando à formação de uma mistura de produtos voláteis denominados alcatrão de hulha. A destilação fracionada do alcatrão de hulha produz benzeno, tolueno, xileno (dimetilbenzeno), naftaleno e muitos outros compostos aromáticos.

Destilação seca da hulha

     A hulha ou carvão de pedra é o carvão fóssil mais abundante e mais importante. Às vezes, ele é encontrado próximo da superfície, porém mais frequentemente entre 400 e 1.000 m de profundidade. Uma vez extraída, a hulha é aquecida em retortas, na ausência de ar (ou pegaria fogo), por um processo denominado destilação seca ou pirólise. Resultam então quatro frações principais:
 


  • Hidrocarbonetos aromáticos

1- Nomenclatura e exemplos:
 
     A nomenclatura dos hidrocarbonetos não segue uma norma fixa e vários destes compostos possuem nomes próprios. No entanto, a maioria deles é nomeada de acordo com os mesmos termos usados nas demais nomenclaturas: radicais, prefixos, infixos e sufixos. Grande parte destes compostos têm como cadeia principal o benzeno. Alguns exemplos importantes:




2- Estrutura e estabilidade do benzeno

     O mais comum dos compostos aromáticos é o benzeno. Sua estrutura é um anel com seis átomos de carbono e três duplas ligações conjugadas. Essa estrutura é plana, pois só existem carbonos sp2 (geometria trigonal plana), e o ângulo de ligação entre eles é de 120º. Além disso, as ligações entre os carbonos no anel aromático têm o mesmo tamanho, sendo intermediárias entre uma ligação simples e uma ligação dupla. A representação do anel aromático com um círculo no meio indica a ocorrência do fenômeno da ressonância, isto é, os elétrons são deslocados. No anel isto ocorre provavelmente pela ação das ligações sigma, que, por estarem muito comprimidas, forçam as ligações pi a se deslocarem ciclicamente pelo anel, permitindo uma maior distensão destas ligações. Por ser um anel de duplas conjugadas, as nuvens pi no benzeno assumem um aspecto contínuo.


 

3- A aromaticidade
 
     Para que um composto seja classificado como aromático, deve seguir rigorosamente três regras: Deve ter estrutura cíclica e plana e deve ter 4n + 2 elétrons pi, onde n é obrigatoriamente um número inteiro. Portanto, no anel aromático não pode existir carbonos sp3 (exceto como radicais), que têm geometria tetraédrica. Veja alguns exemplos:

 

  • Conclusão
     O carvão mineral é extremamente útil por ser uma fonte de matéria prima e energia. Sua formação está relacionada ao acúmulo de restos de vegetais sob camadas de água estagnada, que, com o tempo sofrem a ação bacteriana que aumenta o teor de carbono no carvão.

     A carvão é formado por hidrocarbonetos aromáticos, sendo que a hulha é a principal fonte. Seu processo de destilação seca produz frações nos três estados físicos. Da destilação fracioanda da parte gasosa (alcatrão) obtêm-se os hidrocarbonetos aromáticos.
 
  • Auto-Avaliação
      Desta vez os integrantes do grupo não puderam se reunir, entretanto o conteúdo desta postagem foi feita de maneira conjunta via internet, logo a nota que deverá ser atribuída têm de ser de forma igualitária a todos os membros do grupo.
 
  • Referências Bibliográficas

http://www.oocities.org/vienna/choir/9201/aromaticos.htm

http://www.profpc.com.br/Exercícios%20de%20Química/Setor%20Omega/Ômega%20-%20Módulo%2039.pdf

 










sábado, 15 de junho de 2013

Petróleo: Fonte Versátil de Energia e Matéria-Prima



  •  INTRODUÇÃO

 

     O petróleo tem sua origem na Era Mesozoica (aproximadamente 250 a 65 milhões de anos atrás), mas o homem só o descobriu em 4000 a.C., sendo utilizado desde então para diversas finalidades como iluminação, impermeabilização de moradias e até na construção de monumentos, como, por exemplo, as pirâmides.
     Depois do século XIX, ele é incorporado à indústria moderna, tornando-se assim um produto extremamente valioso e cobiçado em todo o mundo.
     Neste Blog, postaremos sobre a origem e formação do petróleo; sua extração; como é feito o refino; quais são os seus derivados e a sua composição química.
  • ORIGEM E FORMAÇÃO
 
 
     Existem varias hipóteses sobre a origem do petróleo, a mais aceita diz que ele surgiu através de restos orgânicos de animais e vegetais depositados no fundo de lagos e mares, sofrendo transformações químicas ao longo de milhões de anos. Sua composição química é uma combinação de moléculas de carbono e hidrogênio (hidrocarbonetos).
     Grandes e inúmeros fenômenos como erupções vulcânicas, deslocamento dos polos, separação dos continentes, movimentação dos oceanos e ação dos rios, acomodaram a crosta terrestre. Sendo assim, ao longo de milhares de anos, restos de animais e vegetais mortos depositaram-se no fundo de lagos e mares e, lentamente, foram cobertos por sedimentos (pó de calcário, areia etc.). Mais tarde, esses sedimentos se transformaram em rochas sedimentares (calcário e arenito). A alta pressão e temperatura exercidas sobre essa matéria orgânica causaram reações químicas complexas, formando o petróleo.
     Essa formação pode ser explicada pela ação bacteriana, que transformou as substâncias constituintes destes resíduos em um material pastoso denominado querogênio. Recozido sob a ação de temperatura e pressão, durante milhões de anos, o querogênio se transforma em óleo e gás, nas rochas porosas. O óleo formado, por ação capilar ou pressão gasosa e movimento de água subterrânea, difunde-se pelas camadas de areia e rochas porosas, até distâncias consideráveis, acumulando-se em bolsões ou reservatórios, quando encontra camadas rochosas impermeáveis.
 
  • EXTRAÇÃO E PRODUÇÃO
 
 
     Inicialmente, é necessário realizar alguns estudos para se localizar uma possível jazida. Conhecimentos de Geologia e de Geofísica são empregados de forma a se avaliar o solo e o subsolo. A Geologia realiza estudos na superfície que permitem um exame detalhado das camadas de rochas onde possa haver acumulação de petróleo. Na sequência, pode-se usar explorações geofísicas no subsolo. Um dos métodos mais empregados é o da sísmica, no qual se usam explosivos para produzir ondas que se chocam contra a crosta terrestre e voltam à superfície, sendo captadas por instrumentos que registram determinadas informações de interesse.
     Uma vez localizada uma jazida, parte-se para a etapa de perfuração. Nesta etapa, confirma-se a presença ou não do petróleo. A perfuração pode ser feita tanto em terra quanto no mar. Em terra, é feita por meio de uma sonda de perfuração.
 
     No mar, as etapas de perfuração são idênticas. A diferença é que são feitas por meio de plataformas marítimas. A profundidade de um poço pode variar de 800 a 6.000 metros. Uma vez encontrado petróleo, diversos poços são perfurados, de forma a estudar a viabilidade comercial de exploração daquela jazida.
 
     Uma vez verificada a viabilidade comercial, inicia-se a etapa de produção. O petróleo pode ser expelido espontaneamente devido à pressão interna dos gases, ou pode ser necessário extraí-lo por meio de métodos mecânicos.
     Durante o processo de extração do petróleo pode ocorrer também a extração do gás natural, principalmente nas bacias sedimentares brasileiras, onde ele, muitas vezes, encontra-se dissolvido no petróleo. Dessa forma, o gás natural (tecnicamente chamado de gás associado ao petróleo) é separado do petróleo durante as operações de produção.
    Terminada a etapa de produção, o petróleo e o gás natural são transportados por meio de dutos ou navios para os terminais, onde são armazenados. Em seguida, o petróleo é transferido para as refinarias, onde será separado em frações, pois o óleo bruto praticamente não tem aplicação.


 
  • REFINO
     Após o armazeno do petróleo, ele será encaminhado para o processo de refino, que consiste em separa-lo em diversas frações, processa-los e industrializá-los em produtos comercializáveis.
     Primeiramente, o petróleo bruto sofre dessalinização, para remover sais minerais indesejados. Em seguida, a matéria prima é direcionada ao processo de fracionamento, onde passará por destilação fracionada – o petróleo é vaporizado e em seguida condensado em diversos "níveis", obtendo sua separação, de onde virão seus derivados, de acordo com a densidade. Nas refinarias, esse processo ocorre em enormes torres denominadas torres de refinamento. Por último, os produtos passam por tratamentos complementares para melhorar sua qualidade, a reforma catalítica e a hidrodessulfuração. Assim, obtemos uma série de produtos que respondem as necessidades do consumidor: carburantes, solventes, gasolinas especiais, combustíveis e produtos diversos.


 
  • DERIVADOS
 
- Gás liquefeito de petróleo (GLP): fração gasosa constituía em partes de butano e propano, utilizado como gás de cozinha.
- Gasolina: fração líquida inflamável e volátil, sendo um dos derivados mais importantes do petróleo. É utilizada, principalmente, como combustível de automóveis. Constitui-se de uma mistura de hidrocarbonetos de C5 a C9. Atualmente, para o barateamento em sua produção, são adicionados outros produtos não derivados de petróleo à gasolina, como por exemplo, o etanol e o metanol.
- Querosene: esta é uma fração intermediária entre a gasolina e o óleo diesel. É obtido da destilação fracionada do petróleo, com ponto de ebulição entre 150 a
300 º C. Este produto deixou de ser o principal derivado de utilização industrial, entretanto continua sendo utilizado como combustível de turbinas de avião a jato e, ainda, tendo aplicação como solvente. Sua principal característica é a combustão isenta de odor e isenta emissão de fumaça.
- Óleo diesel: é um combustível líquido mais viscoso que a gasolina, e possui uma fluorescência azul. Sua principal característica é a sua viscosidade, uma vez que isto garante a lubrificação dos motores na qual será empregada. É comum a presença de compostos de enxofre no produto, e sua combustão dá origem a óxido e ácidos corrosivos e nocivos aos seres vivos, que originam a chuva ácida. A conscientização de preservação do meio ambiente está induzindo as refinarias a instalar processos de hidrodessulfurização para reduzir a concentração de enxofre presente no óleo.
- Parafinas: são produtos comerciais versáteis de ampla aplicação industrial. É utilizado, por exemplo, na produção de: impermeabilizante de papéis, gomas de mascar, explosivos, lápis, revestimentos internos de barris, revestimentos de pneus e mangueiras.
 
  • HIDROCARBONETOS
 
     O petróleo é uma mistura de milhares de hidrocarbonetos. Cada um apresenta moléculas de determinado tamanho, ao qual sua temperatura de ebulição está diretamente relacionada, isto é, os hidrocarbonetos formados por moléculas pequenas possuem temperaturas de ebulição baixas, já os formados por moléculas grandes possuem temperaturas de ebulição elevadas.
     Em cada prato, condensa-se uma fração do petróleo, cada uma com composições diferentes. Nos pratos inferiores, obtêm-se as moléculas maiores; nos superiores as moléculas menores. O principal componente da fração que corresponde à gasolina é o octano (C8H16).
     O método do craqueamento consiste em quebrar as moléculas maiores de hidrocarbonetos:
 
C17H36 aquecimento C8H16 + C9H20
 
 
 
Óleo combustível gasolina
 
 
     O petróleo é formado quase exclusivamente por uma mistura de carbono e hidrogênio, os hidrocarbonetos, cujas moléculas são formadas de dois a dezenas de milhares de átomos de carbono ligados entre si por ligações covalentes. A característica do átomo de carbono de se unir a outros átomos de carbono, formando cadeias com número praticamente ilimitado de átomos, faz com que o número de compostos também seja ilimitado. Os cristais de grafite e diamante são formados por ligações covalentes com disposição diferente dos átomos de carbono. No grafite, os átomos de carbono formam camadas e suas ligações são fracas, enquanto que no diamante, cada átomo está diretamente ligado a outros quatro átomos, responsável pela sua rigidez e dureza.
 
 
 
 
 
  • CONCLUSÃO

     O petróleo é um tema que relaciona tanto a geografia quanto a química, na área da geografia seu estudo se baseia em sua formação e nas relações políticas e econômicas que tem como consequência, já na área da química seu estudo se concentra em sua composição, mistura de diversos hidrocarbonetos, e em seu processo de refino.

     Formado a milhões de anos, através da ação de micro-organismos, temperatura e pressão adequada, o petróleo é uma substância composta que se encontra incrustada em rochas sedimentares, onde acima há mar ou já houve mar em algum momento da história. Quase 90% dos derivados do petróleo são combustíveis, mas ele também é utilizado na produção de dezenas de outros produtos como o gás de cozinha, perfumes e cosméticos, parafina, asfalto, isopor, borracha sintética, tintas, componentes eletrônicos e etc.

     Portanto, o estudo do petróleo é ainda muito importante para a nossa sociedade, uma vez que não se viabilizou nenhuma outra forma de energia que o pudesse substituir oferecendo as mesmas vantagens, e ainda quando os seus principais produtos de refino, os combustíveis quando queimados, são um dos principais contribuintes para emissão de gás carbônico na atmosfera.
 
  • AUTO-AVALIAÇÃO

      Desta vez os integrantes do grupo não puderam se reunir, entretanto o conteúdo desta postagem foi feita de maneira conjunta via internet, logo a nota que deverá ser atribuída têm de ser de forma igualitária a todos os membros do grupo.

  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 
http://www.iqsc.usp.br/cursos/quimicageral/petroleo2-2.htm

http://www.vestibulandoweb.com.br/quimica/teoria/historia-petroleo.asp

http://quimiescola-professorfernando.blogspot.com.br/2011/07/o-petroleo-e-os-hidrocarbonetos.html
 
 


 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Química Ambiental


Introdução
A Química Ambiental teve sua origem na Química Clássica e se tornou uma ciência interdisciplinar por envolver outras matérias como: Biologia, Ecologia, Geologia. Ela estuda os processos químicos que acontecem na natureza, sejam eles naturais ou causados pelo homem, e que comprometem não só a saúde humana, mas a de todo planeta, provocando desequilíbrios que colocam em risco muitas formas de vida.

Neste Blog, postaremos sobre os principais efeitos e fatores químicos que afetam a biosfera, isto é, as águas, o solo e a atmosfera.


Como a poluição pode ser entendida na Química Ambiental?

Pode ser entendida como qualquer alteração das características do ambiente que afete as diversas formas de vida da biosfera. Ela pode ser de natureza física, química e biológica e é consequência da introdução ou do aumento de algum elemento ou material que leve a tais modificações.

Podemos dividir a poluição em dois tipos:

POLUIÇÃO NATURAL - causada por fenômenos naturais, como a erupção de um vulcão.

POLUIÇÃO ANTROPOGÊNICA - causada pela interferência do homem, desequilibrando um ecossistema, como a emissão de gases na atmosfera.

Entretanto quando o homem introduz em ambientes aquáticos naturais uma quantidade de matéria orgânica que não pode ser assimilada e reciclada, provocando assim o seu acúmulo, dizemos que houve uma eutrofização, que poderá até comprometer definitivamente o ecossistema.

A Água
            Desde cedo aprendemos que a água é um liquido incolor, inodoro e insípido. É também o líquido com o qual mais convivemos, sendo essencial à vida.

A água pode ser poluída de variadas formas: desde o esgoto das grandes concentrações urbanas, que terminará atingindo mares, lagos e lagoas até a aplicação excessiva e, muitas vezes desnecessária, de agrotóxicos ou fertilizantes inorgânicos, que podem comprometer as reservas subterrâneas de água, como os lençóis freáticos.

Isto, sem esquecer os frequentes derramamentos de petróleo, um dos principais poluentes dos oceanos e mares e de outros produtos lançados pelas indústrias, principalmente os indesejáveis metais pesados. Além disso, as indústrias contribuem para a poluição térmica, causada pelo aquecimento e resfriamento das águas residuais. As águas aquecidas provocam a queda de oxigênio, elevando o crescimento de algas. Um aumento de temperatura de 5º C para 20º C reduz a quantidade de oxigênio dissolvida de 9 para 6 ml por litro de água. Simultaneamente, o consumo de O2 dos microorganismos, devido ao aumento do metabolismo, será quatro vezes maior.

Tratamento de Água


É interessante saber sobre o processo de potabilização, que se define como um conjunto de tratamentos físicos e químicos que a água destinada ao consumo humano deve passar.        

1- Filtração: a água poluída é filtrada para a retirada de partículas grandes de sujeira e facilitar no tratamento posterior.            

2- Floculação: a água então recebe duas substâncias: cal hidratada, que é responsável pela correção do pH, e sulfato de alumínio, que faz com que as partículas de sujeira se juntem, formando pequenos coágulos.       

3- Decantação: após a floculação a água vai para a decantação, onde ficará parada para que os flocos mais pesados que a água se depositem no fundo.      
4- Filtros de Carbono: nesta etapa, a água decantada, ou seja, já sem os flocos, passa por filtros formados por camadas de areia, de carbono e de turfa (material de origem orgânica, que se forma no estágio inicial do processo de transformação natural de restos de vegetais em carvão mineral).         

5- Desinfecção: a água chegará neste processo praticamente limpa, mas não livre de microorganismos. Sendo assim, ela receberá o cloro que elimina os germes nocivos à saúde.


A água é essencial na vida do homem, mas ela precisa ser convenientemente tratada, porque a água sem tratamento quando ingerida pode ser responsável pela transmissão de muitas doenças como:   
          
• amebíase;  
• giardíase;   
• gastroenterite;      
• febres tifoide e paratifoide;          
• hepatite infecciosa;         
• cólera.        
O Solo
O solo é a camada mais superficial da crosta, é composto por sais minerais dissolvidos na água intersticial, seres vivos e rochas em decomposição.

Uma das formas de sua contaminação é a grande quantidade de resíduos sólidos descartados. Porém, os agrotóxicos vem trazendo um crescimento preocupante de prejuízos ao solo, às águas e à saúde humana.

A utilização de adubos é um método muito utilizado no enriquecimento do solo, podendo ser orgânico ou inorgânico.

Tratamento de resíduos


   Aterros sanitários: Forma de disposição de resíduos sólidos de forma mais econômica e segura, embora não seja propriamente um método para tratamento de resíduos, uma vez que muitos materiais não podem ser recuperados ou tratados de outra forma. Entretanto, o biogás gerado pelos aterros contém metano, que pode ser utilizado como fonte de energia e, assim, reduzindo a quantidade de combustíveis fósseis queimados.

Usina de compostagem: O lixo é submetido à separação de materiais inertes por catação e imantação. Em seguida, a matéria orgânica é processada com aeração, em uma instalação industrial e transformada em composto orgânico para o uso agrícola.

  Digestão anaeróbia: O material digerido pode ser transformado em adubo e biogás, que pode ser utilizado como combustível para gerar calor e/ou eletricidade.

   Usina de incineração: Fornalha especialmente projetada para a queima controlada do lixo para transformá-lo em matéria instável e inofensiva à saúde pública e reduzir seu peso e volume. O calor pode ser recuperado e utilizado diretamente ou transformado em outras energias.

Reciclagem: É vista pelos que defendem a causa ambiental como a solução ideal para o lixo inorgânico (plásticos, vidros, metais, papéis,etc.), possibilitando as reduções do consumo de matérias-primas, de energia, do volume de lixo e da poluição. Consiste na forma mais racional de eliminação de resíduos, pois o material usado volta para o ciclo de produção (nas indústrias ou na terra), solucionando o problema de superlotação nos aterros sanitários. Mesmo assim, devemos ter consciência que a reciclagem gera resíduos e alguns são poluentes.


A Atmosfera

A nossa atmosfera envolve vários elementos químicos, sendo uma camada de ar de aproximadamente 700 quilômetros de espessura que envolve o globo terrestre. Como o próprio nome já indica, a atmosfera é composta de ar, que é uma solução gasosa que contém partículas sólidas e líquidas em suspensão.


A atmosfera é denominada de solução gasosa porque é uma mistura de vários gases e dentre eles os que se encontram em maiores proporções são: Nitrogênio, Oxigênio, Argônio, Neônio, e outros gases nobres.


É possível encontrar outros componentes gasosos como: dióxido de carbono, vapor de água e outros de origem industrial (poluentes). Existem vários outros componentes químicos poluidores do ar que são o dióxido de enxofre, metano, chumbo e alguns ácidos como o sulfúrico.

Poluição Atmosférica


Quando a capacidade natural de depuração da atmosfera é ultrapassada, teremos o acúmulo de substâncias prejudiciais à vida, caracterizando o que chamamos de poluição atmosférica. Torna-se necessária então uma ação de prevenção ou de saneamento artificial para tentar assegurar a manutenção da qualidade do ar.

A atividade industrial e a circulação rodoviária são, sem dúvida, os principais responsáveis pela poluição atmosférica, embora em graus diferentes, conforme o tipo de indústria. A indústria consome 37% da energia mundial e emite 50% do dióxido de carbono, 90% dos óxidos de enxofre e todos os produtos químicos que atualmente ameaçam a destruição da camada de ozônio.

A poluição atmosférica pode provocar ou agravar problemas de saúde na população humana, principalmente doenças do aparelho respiratório, entre elas a bronquite, o enfisema, a asma e o cancro pulmonar. Plantas e animais são também seriamente afetados pela poluição do ar.

Os gases tóxicos perturbam o desenvolvimento natural da vegetação, atacando as folhas, diminuindo a fotossíntese, a respiração e a transpiração , resultando um crescimento mais lento das plantas, que se tornam menos resistentes às intempéries, às doenças e aos parasitas.

Os animais, por sua vez, têm a sua saúde bastante afetada, não só pelo contato direto com o ar poluído, como pela ingestão de vegetais mais ou menos envenenados.


Efeito Estufa


 



O gás carbônico é fundamental para a vida na Terra, mesmo que em porcentagem muito pequena na atmosfera (0,3%). A sua importância vai além da síntese de carboidratos, combustível para os seres vivos. Ele desempenha papel importante no controle da temperatura média da Terra: mantê-la ao redor de 15º C.

O efeito estufa é justamente a retenção de calor por meio de uma barreira física, que não permite a saída total do calor que entra na Terra. No entanto, a comunidade científica mundial vem alertando quanto ao nível de emissão de gás carbônico e contínuo aumento de sua concentração na atmosfera, que pode desencadear uma série de eventos calamitosos, como: o derretimento de calotas de gelo polar; a desertificação; e a inundação causada por chuvas torrenciais.

Camada de Ozônio

 

É um revestimento de ozônio que envolve a Terra e protege de vários tipos de radiação. O aumento do uso do CFC, que é o gás mais prejudicial à camada, causa sua destruição, já que quebra as moléculas de ozônio. Há alguns anos foi descoberto um buraco sobre a Antártida que tem 31 milhões de quilômetros quadrados. 

As moléculas de CFC chegam à estratosfera e são expostas a uma grande quantidade de raios ultravioleta. O átomo de Cloro se desprende e rompe o O3 formando ClO e O2. Depois o cloro se desprende do oxigênio e passa a destruir o ozônio.

As consequências são o aumento da incidência do câncer de pele, devido à ação dos raios ultravioletas e o aumento do efeito estufa, o que causaria o crescimento de temperatura. Assim, descongelaria as geleiras polares, aumentando o nível das águas nos oceanos.


Chuva Ácida

A chuva ácida é produzida por óxidos: Dióxido de enxofre (SO2) e de nitrogênio (NO2), ambos derivados da queima de carvão, combustíveis fósseis e poluentes industriais.

SO2 e NO2 passam a ser então componentes de nossa atmosfera. E assim surge o problema: esses gases, combinados com o hidrogênio presente na atmosfera (vapor de água), dão origem às chuvas carregadas de ácido sulfúrico e ácido nítrico. Como se vê, a presença destes ácidos é que torna a chuva acidificada.

As chuvas ácidas ao caírem na superfície causam grande impacto ambiental, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras. E mais, causam prejuízos não só no campo, mas também nas cidades: corroem estruturas metálicas, monumentos históricos (estátuas) e edificações. 


Conclusão

O aprendizado da Química Ambiental é de suma importância para a maior manutenção do planeta Terra. Ela desenvolve uma série de estudos sobre problemas ambientais e soluções diversas.

Isto é importante para entender os aspectos químicos dos problemas que nós seres humanos criamos no meio onde vivemos. Esse mesmo ambiente há alguns anos antes de começar os processos de poluição, era um ambiente natural, ou seja, sem poluentes. 

Portanto, a Química Ambiental é uma área muito abrangente de assuntos que ainda podem ser descobertos.

Autoavaliação
Todos os integrantes do grupo se reuniram e realizaram o conteúdo do blog de maneira conjunta e harmoniosa. Ao mesmo tempo em que todos contribuiram com a pesquisa, também houve uma idealização do blog em mútua parceria e coleguismo. Portanto, a nota deveria ser atribuída de forma igualitária.


Referências Bibliográficas


MEDEIROS, Sófocles Borba de. Química Ambiental. 3ed. Recife: Revista e ampliada, 2005.
NÓBREGA, Olímpio Salgado; SILVA, Eduardo Roberto da; SILVA, Ruth Hashimoto da. Química Volume Único. São Paulo: Ática, 2005.